Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

Amo-te camionista

Estou apaixonado.

Apaixonei-me por uma camionista que torna cheio de gáudio este meu coração que recebe todo o amor que aquela matulona tem para dar.

Adoro quando estamos sentados no sofá e ela sorri, num sorriso que em todo o seu momento transmite afectividade e desejo de me ter, e diz “Põe esse courato que caiu ao chão dentro de uma pada, que eu estou capaz de comer um boi. Não te preocupes, que se eu ainda ficar com fome como o resto do almoço.” Eu não tenho dúvidas, isto é amor.
Quando não privilegio da presença dela, permaneço pacífico em devaneios e vêm-me à memória ideias roliças e um pouca vagabundas para práticas curiosas. Porém, quando os cento e dez quilos dela estão apoiados no chão a dez centímetros de mim, rejuvenesço em júbilo. E é engraçado que ele presente o que sinto e pede logo “Paixão, posso sentar no teu colinho?” ao que eu respondo “Sinceramente, não me apetece ficar com as pernas da espessura de fatias de fiambre.”
Ela é linda e mais linda fica quando penteia o bigode ou quando rapa os pêlos das costas. A maioria das pessoas pensa que eu estou a dizer isto em tom de brincadeira, mas não. Eu gosto mesmo quando ela rapa os pêlos das costas. Ela quase não tem defeitos. Aliás, os únicos defeitos dela são não lavar os dentes e dizer muitas asneiras.
Aprecio passar com ela instantes românticos ao som dos “Porcos Selvagens”(ela gosta da banda e eu faço um esforço para ouvir). Mas por acaso, devo dizer que ela cozinha muito bem, contudo quando dá futebol, recusa-se a cozinhar. Diz-me ela nessas alturas “Ó estúpido, já para a cozinha fazer o jantar, enquanto eu vejo o Benfica. Traz uma cerveja e faz o meu prato favorito.” E lá vou eu até à cozinha fazer-lhe papas de sarrabulho. Eu faço sempre a mais, já sei que ela vai repetir três ou quatro vezes. Gosto quando, em tom de agradecimento, arrota o meu nome. Ela é uma querida.
E quando fazemos amor? Ela deita-se na cama, completamente despida. Devo confessar que demoro um pouco mais do que ela, porque ainda tenho que reunir o material de escalada. Às vezes fico um pouco preso na segunda banha da barriga a contar de cima para baixo, mas lá me desenrasco.
 
Porém, não quero que pensem que ela é uma mulher de sonho.
Ela ressonava muito alto e eu acabei com o namoro.
Troquei-a pelo camião dela. São os dois do mesmo tamanho, mas o camião não gasta dezenas de euros em doçarias.

publicado por pacotesdeleite às 22:58
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2 comentários:
De Diana a 11 de Fevereiro de 2007 às 12:25

E prontoo, eu não vou mentir, e gostei :D .
Eu não li tudo --' , pq isto tem assim muitas coisas :D , e eu sou demasiado coisinha pa ler :$ .

E tal, um beijinhoo fófinho pra ti x$$ .
De castor a 16 de Fevereiro de 2007 às 21:13
Então e o camião já usa energias renováveis? Tambem quero!!!!!!!!

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