Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Os sexualmente bizarros

Senhoras e senhores, meninos e meninas...
Pois, meninos e meninas, se calhar, não.
 
Recapitulando...
 
Senhoras e senhores, apresento-vos, a partir deste sítio para outros quaisquer locais, os sexualmente bizarros.
 
Para quem não sabe, os sexualmente bizarros são aquelas pessoas que, tendo um companheiro do sexo oposto, à sua frente, completamente nu, preferem lamber-lhes os pés. Ainda mais estranho é chamarem àquilo tara sexual. Se chamassem tara ortopédica ou tara da pedicura, eu compreendia, porque havia uma ligação lógica. É a mesma coisa que, eu estar a lambuzar as asas de uma panela de pressão e a minha mãe dizer:
- Que cheirosa feijoada estás aí a fazer.
É que eu não estou a fazer feijoada por estar a lamber a panela, mas também não estou a fazer sexo por estar a lamber pés.
Vou acreditar que existem pessoas que não têm percepção do verdadeiro sentido das palavras e avanço para outro capítulo.
 
Surgiu o interesse por parte das mais variadas pessoas em aumentar o número de espécies existentes no planeta. Tentam o cruzamento entre o ser humano e o cavalo, o ser humano e o boxer, o ser humano e o pastor alemão, o ser humano e o burro... Do cruzamento entre o ser humano e o burro nas céu o Cláudio Ramos, mas os outros não deram qualquer tipo de frutos. Interessante é o facto destas pessoas nunca desistirem e continuarem a tentar.
Ironia à parte, aqui fica um conselho:
- Senhoras (e infelizmente, senhores) se quiserem ser abalroadas por trás por um pau enorme, deixem os animais e experimentem o Fernando Aguiar com um taco de Basebol.
Mas a zoofilia já tem marcas no mundo actual. Prova disso são as expressões “macacos me mordam” ou “burros me calquem” (não confundir a segundas com os jogos do Petit).
 
Outro tipo de pessoas bizarras são as raparigas, geralmente de tenra idade (mas claro, a partir do 18 anos) que amarram cordas ao seu corpo e se penduram no tecto para serem chicoteadas e levarem “palmadas de mão fechada”. É impressão minha ou os órgãos genitais ainda não começaram a trabalhar e já estão a chamar sexo a isto? Estas jovens, quando confrontadas com jornalistas, têm a lata de dizer:
- Senti-me verdadeiramente excitada por levar três socos no abdómen. Fiz quatro rasgões no ombro e dois no calcanhar direito, mas valeu muito a pena. Agora só espero que as nódoas negras nos olhos e nas costas desapareçam depressa rápido para a minha mamã não desconfiar.
Minhas meninas, se quiserem apanhar porrada enquanto estão suspensas no ar, chamem nomes muito feios aos Super Dragões ou aos Diabos Vermelhos enquanto estão a andar de baloiço.
 
Podia falar das senhoras que encostam metais aos mamilos e se sente excitadas ou dos homens que se vestem de mulher (Paulinho, se algum dia leres isto, mata-te, se não leres, mata-te também), mas não me quero alargar. Acabo, por isso, com uma mensagem às pessoas (não vamos considerar os bizarros pessoas):
Homens do mundo, mostrem a vossa alegria e icem a bandeira ROMANA para mostrarem força e grandiosidade.
Mulheres do mundo, esqueçam os cavalos e os pés e “abram alas pró Noddy”, esqueçam também os pés, mas lembrem-se da boca, porque “todos os caminhos vão dar a ROMA”.
...
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sinto-me: fora do pacote
publicado por pacotesdeleite às 20:48
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Amadorismo

 

No fim-de-semana, à noite, entrei num bar com uns amigos e pedimos ao empregado, que nos recebeu com muita gentileza, seis finos. Deviam de ter visto o amadorismo do empregado a tirar finos. Vinham cheios de espuma e já pareciam mortos.
Esta história inicial para vos dizer que o amadorismo tem um lado negativo. Mas não se deixem equivocar, porque nem todo o amadorismo é mau. Falo-vos, agora, do teatro amador.
 
Fazer teatro amador é pertencer ao grupo dos que não são nada, mas que fazem tudo de tudo e tudo por tudo para receberem uma ovação do público. E depois dos aplausos, todos, nos bastidores, a comemorar em redor de um associativismo mágico que une pessoas que fazem teatro sem compromisso, fazem-no por gosto. E naquela troca imprescindível de experiências, os mais velhos dizem:
- Estou cansado, passei o dia a trabalhar na carpintaria, mas fiz um esforço para estar aqui. Sinceramente, valeu a pena.
Enquanto que outros, mais jovens e ainda encantados pelo interesse do público, pensam:
- Tive que acordar mais cedo para ter tempo de estudar e poder estar aqui. Sei que ainda sou muito novo, mas sinto-me orgulhoso de mim mesmo.
 
Por vezes trabalha-se durante um longo período de tempo para atingir um objectivo e, depois de tanto trabalho e empenho, dizem-nos que falhamos e nós caímos facilmente no erro de pensar que realmente não estivemos à altura. Irá um trabalho exaustivo de semanas, meses ou anos por água abaixo? Não é muito difícil pensar que sim, contudo construíram-se laços humanos mais fortes, ganhou-se confiança no trabalho dos que actuam connosco e em nós próprios, ganhou-se maior sensibilidade às palavras e aos ritmos, adquiriu-se mais experiência, mas sobretudo, aprendemos a amar mais o teatro e descobrimos o que realmente nos une e nos move, a paixão.
A retrospectiva melancólica não deve ser esquecida ou banalizada, deve ser corrigida e vivida com o mesmo empenho.
 
A expressão “actor amador” é pronunciada, em muitas ocasiões, com o cérebro guardado no armário, notando-se poucas vezes o valor não figurativo das palavras. Mas eu faço o favor de explicar a quem não percebe:
 
Amadora = pessoa que ama.
 
Assim sendo, os actores amadores são promotores da arte teatral e reproduzem, debaixo do calor das luzes, o amor que sentem por representar e por devoção e entrega, fazem-no sem qualquer benefício económico.
 
Gostava de terminar com uma frase que me deixasse em delírio, por isso vou desprezar o já típico “viva o teatro” e vou gritar para que a senhora da última fila me consiga ouvir: Amo-te muito, teatro amador.
 
 
 
 
 
P.S.: Desculpem a lamechisse e a falta de humor, mas não tenho por hábito brincar com o que realmente gosto.
sinto-me: por abrir
publicado por pacotesdeleite às 13:03
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006

TV de culto

 

 

Como é bom acordar à hora que bem nos apetece, bem-dispostos, ter o pequeno-almoço preparado em cima da mesa, e perceber, enquanto se come uma tosta com manteiga e se sente o delicioso aroma do leite com café quentinho, que existem pessoas bem mais “broeiras” que eu. Têm razão, liguei a televisão na TVI. Mas pior que ver a TVI, é ver na TVI, o programa do Goucha.
Na mesma manhã que acordei com muito boa disposição, vejo o senhor Manuel Goucha com uma imitação, repito, imitação de pala no cabelo a rir que nem uma hiena. Agradável para quem ainda tem a barriga vazia.
Mas se pensam que esta horrenda e humilhante estória acaba aqui, desenganem-se, pois ao lado de Manuel estavam três ou quatro senhoras (não me lembro muito bem), a conversar sobre a vida privada de algumas pessoas famosas do nosso país e do estrangeiro. Nem quis acreditar que elas eram pagas para aquilo, mas enfim, é a verdade, nua e crua.
Uma dessas senhoras que se achava o auge da inteligência e afins, disse, num tom de quem sabia tudo sobre tudo:
- No jogo Portugal – Angola, aconteceu uma coisa inédita. Tivemos quatro capitões de equipa.
Pois é, eu não percebo nada de culinária e, no entanto, não vou para a televisão falar daquilo que não sei. Haver quatro capitães de equipa no mesmo jogo não é muito usual, mas também não é inédito. Já aconteceu algumas vezes. E só para terminar, diz-se “capitães” e não “capitões”. È que, para falar do que não se sabe, também é preciso saber falar.
Não sei muito bem porquê, mas passado alguns segundos, já estavam a falar da relação do Cristiano Ronaldo com a Merche Romero, será que elas não percebem que não têm nada que se meter na vida privada das pessoas. Nem vou dar importância, porque se eu tivesse uma cultura ao nível do quarto ano, também coscuvilhava a vida alheia.
Lá decido mudar de canal, e a minha escolha recaiu na sic. E para grande sorte minha, dos fãs das revistas masculinas e dos tarados por pés, estava a falar o Cláudio Ramos, conhecido também como Claudinho entre os “amigos mais chegados”. Lá estava ele, num estilo imperial, inseguro, atabalhoado a falar do que eu nem queria acreditar. Estava ladeado pela Maya, com os braços suspensos no ar, ligeiramente inclinados para baixo, como que se se fossem desprender a cada movimento despropositado que fazia, tinha também a perna cruzada numa feição demasiado feminina. Pronunciava artigos de revista cor-de-rosa e para rebaixar ainda mais a situação, tinha a indecência de fazer um comentário sobre o que lia. Pensei:
- Ai Claudinho, Claudinho (não sou um “amigo chegado”, é só uma forma de lhe dar pouca importância), é por causa de pessoas como tu que o cotão continua a existir.
Já fatigado com esta maratona televisiva, tenho ainda forças para me levantar do sofá, com alguma dificuldade, e mudar de canal. Não optei pela televisão por cabo e avencei o “canal dois”, preferindo a RTP1.
Parece que foi uma escolha acertada. Jorge Gabriel, pessoa que percebe de futebol, falava de futebol, e muito bem, como realmente deve ser.
O momento humorístico não era um apanágio de humor, mas estava repleto de cultura. O grandioso Guilherme Leite comentava as notícias dos jornais de uma forma, simultaneamente, ironia e séria.
E foi assim que, aquele dia que começou com muito alacridade, consegui recuperar o alento depois de conferir as barbaridades da televisão nacional.
...

 

 

 

sinto-me: empacotado
publicado por pacotesdeleite às 23:01
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Domingo, 11 de Junho de 2006

Então Nuno!

Nuno Gomes admite rapar o cabelo caso Portugal vença o Mundial de Futebol, mas isto quererá dizer que vai deixar de ser parecido com a Rita Seguro?

Já estávamos habituados àquele gesto técnico aperfeiçoado ao longo dos anos em que ele, num toque suave, colocava o cabelo atrás da orelha, que nem uma princesinha.

Por favor Nuno não tome essa decisão se não, nunca mais vou poder mandar bocas sobre as gajas no mundo do futebol.

Se calhar até vais parecer um homem assim de cabelo rapadinho.

sinto-me: sem chocolate
publicado por pacotesdeleite às 11:16
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

...

Pacotes de leite… o início.

 

Não sei se reparam, mas eu criei um blog.

Um blog que, com muita esperança minha, desejo que tenha sucesso por muitos anos. Por isso, votos de muito boa sorte… a mim mesmo.

 

-E porquê “Pacotes de Leite”? – grita o povo em modo de interrogação.

Respondo eu, muito sereno, como se estivesse a controlar a situação:

- Não sei.

A verdade é que não sei, mas desde o último Inverno que o mundo dos blogs me maravilhou e desde a passagem de ano que tinha vontade de criar um.

Estava decidido, só me faltava o nome. Até que a minha adorada progenitora berra a quinze centímetros de distância de mim “Vai á loja buscar seis pacotes de leite”.

Foi então que uma lâmpada amarela surgiu em cima da minha cabeça, enquanto eu envergava um sorriso de orelha a orelha. Tinha descoberto a pólvora.

“Pacotes de Leite é o nome ideal” (afirmo isto sem saber muito bem porque).

 

 

Estipulei, calmamente, algumas promessas para o recém-nascido, que passo a citar a seguir aos dois pontos:

 

a)                  prometo esforçar-me para que as pessoas que vejam o blog, pensem em rir, independentemente de o fazerem ou não;

b)                 prometo dizer poucas asneiras;

c)                  prometo tentar trocar o jet7 português pela indústria pornográfica espanhola;

d)                 prometo não gozar com os tiques do Cláudio Ramos;

e)                  prometo não ser vaidoso;

f)                   prometo nunca mais gritar a palavra “clítoris” em frente de raparigas que não conheço;

g)                  prometo que nunca mais vejo o “Canal panda”.

 

 

P.S.: Esqueçam a alínea d).

 

E é basicamente que, seguindo as promessas escritas em cima, vou desenvolver o meu trabalho de bloguista (nem sei se o termo existe) abordando tudo o que me irrita e tudo o que acho engraçado, mostrando-vos também, sempre que se justificar, suplementos futebolísticos e teatrais.

 

E fiquem a saber que só vou ver o meu trabalho reconhecido quando ouvir o cidadão comum a dizer por entre as ruas e ruelas de todo o mundo:

- Caramba. O blog “Pacotes de Leite é fixe a valer.”

sinto-me: desnatado
publicado por pacotesdeleite às 18:21
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