Sábado, 13 de Janeiro de 2007

Desculpem o Bush, já!

Peço um pouco de compreensão. Hum... um pouco talvez não chegue. Peço, então, muita compreensão para aquele senhor, para aquele grande senhor, que vive do outro lado do Atlântico instalado na luxuosa Casa Branca.
 
E porquê compreensão?
Basicamente, porque me apetece e um bocadinho também porque ele é um incompreendido e um odiado.
 
A maioria das pessoas só o odeia, porque ele tem um rosto com demasiadas feições caninas. Assemelha-se, portanto, a um daqueles rafeiros menos elegantes.
A minoria odeia-o e não o compreende, porque ele invadiu o Iraque e o Afeganistão, não respeita o protocolo de Quioto e matou, num passado recente, Saddam Hussein.
Não me vou pronunciar sobre a questão afegã e sobre os dois últimos temas, primeiro porque não quero, segundo porque não sei e terceiro porque não quero mesmo. No entanto, tenho uma óptima explicação (uma valorosa explicação) acerca da ida das tropas de Bush ao Iraque.
 

Algumas vezes, algumas, mas não muitas, também não tão poucas quanto isso, talvez... algumas, sim, algumas vezes ouvem-se pessoas na televisão e na rádio dizerem “Ah!!! Morte ao Bush. Morte ao Bush. Aquele Bush é um vagabundo. Anda a desgraçar a vidinha das pessoas lá no Iraque.” As coisas não se passam desta forma.
O senhor Bush, coitadinho do senhor Bush, ouviu o senhor da telefonia dizer que no Iraque, mais especificamente em Bagdad, se faziam uns bolinhos deliciosos à base de farinha e cominhos e com um suave trago a canela verde. O Bush é um guloso e foi até lá, mas como sabia que naquele sítio as “pessoas” matam pessoas com bombas, decidiu levar consigo oito ou nove (milhares de) tropas.
Provou o bolo que se chama “bolinho delicioso à base de farinha e cominhos com um suave trago a canela verde”, que em árabe a pronúncia deste nome se assimila a três arrotos valentes.
O senhor Bush, coitadinho do senhor Bush, gostou tanto dos bolos que encomendou duzentos e sessenta e um, mas na confeitaria todos trabalhavam devagar. Então George W. Bush regressou aos Estados Unidos da América, porém deixou os militares no oriente para que estes pudessem transportar os bolos, quando estes acabassem de ser confeccionados. Até hoje, ainda não acabaram. Os militares são muito galhofeiros e gostam imenso de brincar com a gente de lá ao jogo “mata o iraquiano que vai a passear com a família” ou então aquele outro muito engraçado “vamos entrar em casa das pessoas e dar uns tiros em malta inocente”.
 
Com uma boa explicação, tudo se clarifica.
Com uma boa mentira, se mandam mais tropas morrer noutro continente.
 
 
Redigi, sozinho, uma frase que ao nível da verdade é do piorio, mas é um preciosismo da estupidez e do embuste:
 
O mundo sem Bush é como uma taça de escremento de esquilo, sem escremento de esquilo.
 
Num próximo post, possivelmente, desculparei Valentim Loureiro pelas irregularidades perante a lei e Júlia Pinheiro por cheirar ao peixe e não lavar as mãos antes das refeições.
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publicado por pacotesdeleite às 12:18
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Carta

Época Natalícia. Passagem de ano. Muito amor, muito amor.
E se do amor, tal como das rabanadas e dos bilharacos, já estivermos fartos?
E se nos apetecer dar uma folguita ao nosso mais-que-tudo?
Tudo parece tão difícil de resolver. Mas do parecer ao ser o caminho é ainda longo.
Redigi uma pequena carta modelo que serve para avisar o amor da nossa vida que ele já não é o amor da nossa vida.
“Ó meu grande amor, já não o és.
Penso que no final desta carta as esperanças e os sonhos que comigo tiveste, se podem apagar da tua memória.
Passamos por momentos que considero que tiveram algum interesse, desbravaste, por instantes, sorrisos bonitos em mim, contudo já não me interessas, perdeste o poderio de me cativar.
Espero, sinceramente, que não sofras com o romper desta relação, mas se sofreres, avisa, que arranjo alguém para te consular.
Um conselho, distrai-te. Faz como eu, bebe uma mini e come uns tremoços.
 
Sem mais assunto de momento,
O teu ex-namorado”
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sinto-me: fora do prazo de validade
publicado por pacotesdeleite às 22:40
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